terça-feira, 26 de maio de 2009

Coreia do Norte lança mais dois mísseis; EUA rejeitam intimidação


da Folha Online


O regime comunista lançou, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap, mais dois mísseis de curto alcance nesta terça-feira, ignorando completamente a condenação do COnselho de Segurança da ONU, que deve ainda escrever uma nova resolução contra o país asiático.

O lançamento veio um dia depois de ter realizado seu segundo teste nuclear em três anos e de ter supostamente lançado outros três mísseis. A informação não foi confirmada oficialmente nem pelo governo de Seul nem pelo regime de Pyongyang.

"Se eles querem continuar com o teste e provocar a comunidade internacional, eles vão descobrir que pagarão preço, porque a comunidade internacional é muito clara: isso não é aceitável, isso não será tolerado, e eles não serão intimidados", disse Rice ao programa da CNN, American Morning.

"Nós estamos unidos, a Coreia do Norte está isolada e a pressão na Coreia do Norte vai aumentar", disse Rice.

O Conselho de Segurança --cujos cinco países-membros com direito a veto são Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França-- fez uma reunião de emergência nesta segunda-feira, em Nova York (EUA), na qual afirmou que o teste nuclear norte-coreano foi uma "clara violação" da resolução número 1.718, aprovada em 2006, que proibia aquele país de "conduzir qualquer teste nuclear ou de míssil balístico".

Depois de declarar a condenação oficial ao teste nuclear, o Conselho trabalha em uma nova resolução --"uma resolução forte com dentes", descreveu Rice. "Estes dentes podem ter várias formas diferentes, eles são sanções econômicas, eles são outras medidas que nós podemos adotar", disse Rice, sem afirmar quais seriam as outras medidas.

China

Em uma série de entrevistas matinais nos EUA, Rice afirmou ainda que a condenação da China, principal aliada da Coreia do Norte, ao teste nuclear pode indicar que a comunidade internacional terá uma carta diplomática mais forte contra Pyongyang.

"China tem um interesse no que diz respeito à Coreia do Norte. Elas dividem uma fronteira. Elas querem ver a Coreia do Norte estável. Nisso, nós estamos em total acordo", disse.

Rice destacou ainda que a administração do presidente americano Barack Obama está satisfeita com o apoio inicial à condenação ao teste e aos mísseis, não apenas da China, mas também da Rússia e outras nações.

"A China teve um papel construtivo", disse Rice. "Nós e nossos parceiros precisamos concordar em um pacote [de sanções] que mudará seu trajeto. Nós deixaremos a porta aberta para a diplomacia. Nós estamos preparados para ampliar nossos esforços para interceptar carga proibida da Coreia do Norte, mas, obviamente, nós não excluímos nenhuma opção", disse.

Acusação

Nesta terça-feira, Coreia do Norte culpou os EUA pela tensão crescente na Ásia. Em um editorial no principal jornal oficial do país, "Rodong Sinmun", o governo afirma que os EUA são "guerrilheiros" e afirmou que eles querem atacar o país. O argumento utilizado nesta segunda-feira para justificar o segundo teste nuclear realizado desde 2006 era de melhorar a capacidade de defesa do país.

O editorial da publicação diz ainda que a Coreia do Norte não espera nenhum tipo de mudança positiva sob a administração do presidente Obama.

O regime ditatorial de Kim Jong-il disse nesta terça-feira que os EUA sob a administração Obama continuam sendo um país "hostil" e que o Exército e o povo coreano "estão preparados para a batalha".

Analistas apontam que o anúncio de Pyongyang de que realizou "com sucesso" um novo teste nuclear é um sinal de sua desilusão com uma nova abertura de diálogo e a possível queda de sanções com o governo do democrata americano.

Segundo analistas consultados pelo jornal "Los Angeles Times" nesta segunda-feira, o ditador norte-coreano, Kim Jong-il, pode realizar ainda mais testes nucleares como uma forma de provocar os EUA e trazer o país à mesa de negociações sobre as atuais sanções econômicas impostas a Pyongyang.

"No ano passado, muitas pessoas de Seul e Washington visitaram Pyongyang, dizendo a Kim e seu povo que, assim que Obama chegasse à Casa Branca, os EUA agiriam de maneira totalmente diferente com o regime", disse Lee Dong-bok, especialista do Centro de Estudos Internacionais e Estratégicos em Seul.

"Mas não está funcionando desta forma. Esta é a razão pela qual a Coreia do Norte está agindo de maneira tão errática", completou.

Mísseis

Um oficial da Coreia do Sul que não quis se identificar afirmou à agência de notícias sul-coreana Yonhap que a Coreia do Norte manteve nesta terça-feira a provocação e disparou dois mísseis de curto alcance um dia depois de ter realizado seu segundo teste nuclear e de ter supostamente lançado outros três mísseis.

A informação não foi confirmada oficialmente nem pelo governo de Seul nem pelo regime de Pyongyang. O oficial não informou onde ocorreram os disparos.

Mais cedo, uma outra fonte da defesa sul-coreana, ainda de acordo com a Yonhap, disse que a Coreia do Norte ordenou que navios deixassem a costa noroeste da península, o que indica que lançamentos poderiam ocorrer. As águas da costa nordeste já estavam bloqueadas.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Adoções Internacionais e um Mundo Real


Madonna em 2007, com sua filha, Lourdes, e seu filho, David Banda adotado de Malawi (ÁFRICA).


Adoções Internacionais levantam questões importantes sobre os Direitos Humanos da Criança:
Cantoras como Madonna e Angelina Jolie são frequentemente mostradas nas capas de jornais e revistas, e principalmente pelo fato de terem adotado uma criança necessitada. Mas, o que mais causa boa ou má impressão é a adoção ter vinda da África.

A professora Elizabeth Bartholet, da Faculdade de Direito da Universidade Harvard, nos EUA afirma que a mídia nem sempre mostra os aspectos fundamentais da adoção internacional. "Às vezes, a mídia distorce algumas coisas, embora traga atenção importante para essas realidades terríveis", disse ao Jornal The New York Times.

Milhares de crianças à escala mundial estão a viver e morrer em orfanatos ou nas ruas, sem nenhuma possibilidade de encontrar casas em seu próprio país. A Unicef defende a criação de políticas de cuidados às crianças carentes e programas de bem-estar social, mas estas coisas não vão acontecer da noite para o dia e promover a assistência em geral. As Celebridades como Madonna e Angelina Jolie têm fornecido muitos milhões de dólares para tais esforços. Enquanto alguns adotantes individuais têm os seus recursos, muitos desenvolvem comparáveis interesses como resultado da suas próprias adoções na contribuição que eles podem para ajudar as crianças deixadas para trás.

Main Source: The New York Times (20 de maio de 2009 - Global Edition)

http://www.nytimes.com/






Exército anuncia morte de líder tâmil e fim da guerra de 26 anos no Sri Lanka

-- Refugiados tâmeis no Sri Lanka recebem alimento no campo de Vavuniya
O Sri Lanka anunciou que chegou ao fim a guerra civil entre o Exército cingalês e o grupo separatista Tigres Tâmeis. Um oficial anunciou na TV estatal que o líder rebelde dos Tigres pela Libertação do Tâmil Eelam (TLTE), Velupillai Prabhakaran, foi morto, e que pela primeira vez desde 1983 as forças armadas controlam a totalidade do território do país.

"Tropas heroicas libertaram toda a área dos Tigres Tâmeis em uma batalha final que matou mais de 250 rebeldes", disse o oficial durante um comunicado urgente exibido na emissora durante a tarde desta segunda (horário local).

Segundo o comunicado, Prabhakaran foi morto junto com dois de seus principais comandantes militares enquanto tentava fugir da zona de guerra em uma van que era seguida por um ônibus em que viajavam rebeldes. O Exército teria lançado mísseis contra os veículos.

As forças armadas disseram ter identificado o corpo de Prabhakaran entre os mortos e o presidente do país, Mahinda Rajapaksa, deve fazer um pronunciamento nas próximas horas.

"Podemos anunciar de maneira muito responsável que liberamos todo o país do terrorismo", anunciou o comandante do Exército do país, Sareth Fonseka.

"Todas as operações militares chegaram ao fim com a captura do último reduto rebelde", completou Fonseka.
Ofensiva final
Horas antes, durante o que as forças cingalesas chamaram de "a batalha final" de uma guerra que já matou mais de 65 mil pessoas em 26 anos, as forças cingalesas afirmar ter encontrado os corpos de vários rebeldes --entre eles o filho mais velho de Prabhakaran. Segundo o Exército, alguns deles cometeram suicídio ao constatarem que estavam encurralados.
Os Tigres Tâmeis haviam anunciado que decidiram "silenciar suas armas" após o Exército ter cercado o último reduto da guerrilha, mas o Exército afirmou que continuaria combatendo até matar todos os rebeldes.
Os Tigres Tâmeis lutam para criar um território independente para a minoria étnica tâmil, que sofreu discriminação nos sucessivos governos da maioria cingalesa. No passado, os rebeldes chegaram a controlar uma parte do norte e do leste do Sri Lanka e a formar forças próprias, uma significativa frota naval e uma ínfima frota aérea. Em janeiro deste ano, o governo do Sri Lanka decidiu iniciar a sua "ofensiva final" contra a guerrilha.
Desde então, os rebeldes perderam terreno. Nos últimos meses, ficaram confinados a uma faixa estreita de floresta e de praia na Província Oriental, que ficou anos sob controle efetivo dos rebeldes. Nesta zona de guerra estão, além dos rebeldes, entre 30 mil e 80 mil civis, estima a ONU (Organização das Nações Unidas).
Desde janeiro, conforme a ONU, cerca de 6.500 civis foram mortos na zona de guerra. Na quinta-feira passada (14), a Cruz Vermelha afirmou que o Sri Lanka passa por uma "catástrofe humanitária imaginável" e que a população "estava abandonada à própria sorte."

segunda-feira, 11 de maio de 2009

ONU denuncia morte de cem crianças em guerra no Sri Lanka

Manifestantes tâmeis protestam em Londres contra as mortes civis nos confrontos entre tropas e rebeldes tâmeis

A ONU (Organização das Nações Unidas) denunciou nesta segunda-feira a morte de mais de cem crianças nos confrontos deste fim de semana entre a guerrilha separatista tâmil e o Exército do Sri Lanka no último reduto rebelde, ao norte da ilha, onde se refugiam milhares de civis. A organização afirmou que os confrontos se transformaram no "banho de sangue" que havia previsto, enquanto rebeldes e tropas cingalesas trocam acusações pela morte de centenas de civis.


"Nós temos alertado insistentemente contra um banho de sangue e a morte de civis em larga escala, incluindo mais de cem crianças neste fim de semana, parece mostrar que o banho de sangue se tornou uma realidade", disse o porta-voz da ONU, Gordon Weiss.

Segundo um médico do governo, o número de civis mortos pelo conflito é de ao menos 430 somente neste fim de semana e pode chegar a mil. Já os rebeldes dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE) afirmam que mais de 3.200 civis morreram desde o domingo à tarde, em ataques do Exército que classificaram de "genocídio".

Dados da ONU indicam que no último mês cerca de 6.500 civis foram mortos como consequência da renovação dos esforços do governo na guerra.

A área de confronto, no norte do Sri Lanka, é vetada a jornalistas e por isso não há confirmação independente do número de mortos. Há meses, tropas cingalesas e os rebeldes trocam acusações de que o rival matou civis e lançou ataques a hospitais e abrigos.

Com o número cada vez maior de vítimas da guerra civil, uma coalizão de grupos internacionais de direitos humanos pediu que o Conselho de Segurança da ONU realize reunião urgente sobre o confronto.

O site Tamilnet, filiado aos rebeldes, acusa as tropas do governo de desrespeitarem a área destinada ao refúgio de civis e onde o conflito é proibido. Já os soldados acusam os tâmeis de matar civis e responsabilizar o Exército para ganhar a simpatia da imprensa e da comunidade internacional em possível acordo de paz.

Ataques

Neste domingo, ataques de artilharia deixaram centenas de mortos e feriu mais de mil pessoas, de acordo com um médico nas áreas controladas pelos tâmeis.

O ataque deste domingo foi o mais sangrento contra civis da etnia tâmil desde que a guerra se intensificou novamente, há mais de três anos. Fontes médicas na zona do conflito informaram que os hospitais estão superlotados e que o número de mortos deve aumentar.

Segundo o médico V. Shanmugarajah, que trabalha em um hospital dentro da zona de guerra, 393 corpos foram trazidos ao hospital ou morreram no local. Outros 37 corpos foram trazidos nesta segunda-feira.

Mais de 1.300 feridos também vieram ao hospital para receber tratamento.



Contudo, Shanmugarajah afirma que o número de mortos pode chegar a mil já muitas das vítimas foram enterradas em bunkers onde se refugiavam dos confrontos e muitos dos feridos não conseguiram chegar ao hospital a tempo.

"Há muitos que morreram sem atenção médica", disse. "Vendo o número de feridos e pelo que as pessoas me dizem, eu estimo o número de mortos em cerca de mil."

Voluntários cavaram covas no terreno próximo ao hospital onde enterram de 50 a 60 corpos por vez, afirmou o médico. Uma das enfermeiras do hospital também foi morta, junto à sua família, em uma trincheira que foi preenchida com terra e transformada em sua cova, relata o médico.

A ONG Human Rights Watch acusou neste sábado (9) os militares de repetidamente atingirem hospitais na zona de guerra e de realizarem ataques aéreos que mataram milhares de pessoas. A ONG também pediu que os comandantes envolvidos em tais ações sejam processados por crimes de guerra.

Nos últimos meses, as forças do governo empurraram os rebeldes para uma pequena porção do território. O governo ignorou pedidos de cessar-fogo devido a questões humanitárias com o argumento de que qualquer pausa dará aos rebeldes a oportunidade de se reagruparem.


Tensão étnica

A tensão que explodiu nos últimos meses entre a maioria cingalesa do Sri Lanka e a minoria tâmil se manifestou de forma clara após a independência do país, em 1948, do domínio britânico. Os Tigres Tâmeis surgiram em 1976, para lutar pela criação de um Estado independente no norte do país, alegando defender o direito das minorias tâmeis diante da opressão de sucessivos governos da maioria cingalesa.

O grupo é acusado pela polícia de ter matado líderes políticos e militares, e utilizou frequentemente homens-bomba durante suas ações.

A guerra aberta entre o grupo e o governo explodiu em 1983 e matou dezenas de milhares de pessoas em duas décadas. Os dois lados assinaram um acordo de cessar-fogo, em fevereiro de 2002, mas a violência intensificou-se em 2006, e o governo recuperou o controle da Província Oriental, em 2007. Em janeiro de 2008, o governo suspendeu oficialmente o cessar-fogo. Segundo o governo, o objetivo é acabar com o grupo rebelde e encerrar a guerra civil no Sri Lanka.

Segundo dados do Censo de 2001, naquele ano havia 1,8 milhão de tâmeis no Sri Lanka, 8,5% dos 21 milhões de habitantes do país.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Violência ameaça plano de Obama


Iraque: Deserção de milícias aliadas dos EUA explica aumento de atentados


Correio da Manhã, Portugal - O passado mês de Abril foi o mais sangrento no Iraque desde Setembro do ano passado. Pelo menos 18 militares dos EUA, 371 civis iraquianos e 80 peregrinos do Irão perderam a vida em ataques de grupos armados e atentados à bomba, numa escalada de violência que poderá ser explicada pela deserção das milícias sunitas que colaboravam com as tropas norte-americanas. A gravidade da situação pode pôr em causa a retirada das tropas dos EUA, que o presidente Barack Obama quer ver concluída até final de 2010. O regresso das milícias – conhecidas como ‘Despertar’ ou ‘Filhos do Iraque’ – à luta sectária alimentada pela al-Qaeda ocorreu depois de os pagamentos efectuados pelos EUA aos cem mil guerrilheiros sunitas terem sido transferidos, em Abril, para o governo do Iraque. Este empregou apenas cerca de cinco mil elementos nas forças de segurança, criando nos restantes um sentimento de revolta contra o primeiro-ministro xiita, Nouri al-Maliki. "A resistência regressou ao terreno e intensificou os ataques. O número de inimigos mortos está a aumentar", confirmou um líder do Conselho Político de Resistência do Iraque, que representa seis grupos sunitas. Em Washington, são cada vez mais os que apoiam o adiamento da retirada. É o caso de Richard Haass, presidente do Conselho para as Relações Internacionais: "Em minha opinião, o Iraque e os EUA terão de reajustar prazos e deixar milhares de efectivos para lá de 2011." Obama ainda não se pronunciou sobre o assunto. "WALL STREET VAI PERDER PESO" Em entrevista ao ‘The New York Times’, o presidente Barack Obama reafirmou ontem as suas prioridades económicas e frisou que, no novo cenário que se desenha para a saída da crise, Wall Street "não poderá representar metade da economia dos EUA". O presidente manifestou-se ainda optimista quanto ao futuro, salientando que não acredita que o seu país "vá perder as enormes vantagens que provêm da transparência, abertura e fiabilidade dos nossos mercados". Entre as mudanças a consolidar nos próximos anos, destacou a urgência de restabelecer o equilíbrio perdido entre "o fabrico de bens e a prestação de serviços". Por isso, uma das suas prioridades do presidente é apostar na formação superior de técnicos qualificados em áreas como a engenharia. VÍTIMAS CIVIS Os números relativos a vítimas civis variam muito consoante as fontes e métodos de contagem, situando-se entre os cerca de cem mil mortos (segundo o Iraq Body Count) e mais de um milhão (segundo a Opinion Research Business Survey). 4281 é o número de militares dos EUA que morreram no Iraque desde o início da invasão, em Março de 2003. 18 soldados norte-americanos perderam a vida em Abril deste ano em atentados da al-Qaeda e ataques das milícias iraquianas. BAIXAS NAS MILÍCIAS Os ataques das tropas da coligação contra a al-Qaeda e as milícias sunitas e xiitas no Iraque fizeram um número de mortos estimado em cerca de 25 mil. Este número inclui cerca de 1700 bombistas.

Humor: Vírus Mortífero se espalha rapidamente!





NOVOS CASOS CONFIRMADOS!


Rio e Brasília têm melhor infraestrutura no Brasil, diz pesquisa




Brasília e Rio de Janeiro são as cidades brasileiras com melhor infraestrutura para facilitar o trabalho de estrangeiros, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pela consultoria internacional em recursos humanos Mercer. As duas aparecem na 100ª posição de um ranking que inclui 215 cidades ao redor do mundo, e que avalia critérios como fornecimento de energia elétrica e água, telefonia, correios, transportes públicos, trânsito e o número de voos internacionais nos aeroportos locais. São Paulo foi classificada no 106º lugar, enquanto Manaus completa a lista de brasileiras incluídas no ranking total, na 129ª colocação. A cidade com melhor infraestrutura do mundo é Cingapura, seguida de Munique, na Alemanha, e Copenhague, na Dinamarca. Na América do Sul, Santiago, Buenos Aires e Montevidéu superam as brasileiras. Esta é a primeira vez que a Mercer realiza uma pesquisa sobre a infraestrutura das cidades mundiais, ao lado do tradicional ranking de qualidade de vida, feito há dez anos e também divulgado nesta terça-feira. Qualidade de vida Na avaliação de qualidade de vida, o Rio de Janeiro caiu três posições, ficando em 117º lugar, com 74,4 pontos. Em 2008, a cidade era a 114ª do ranking, com 74,4 pontos. São Paulo subiu uma posição em relação ao ano passado, passando do 119º lugar para o 118º, mantendo a pontuação de 74,2. Em 2006, São Paulo chegou a ocupar a 108º posição. Brasília permanece como a cidade brasileira mais bem colocada no ranking da Mercer, no 105º lugar, com 79,2 pontos. Manaus é a única outra cidade do Brasil a ser incluída na lista, ocupando a 130ª posição, com 71,4 pontos. A primeira colocada do ranking é Viena, na Áustria, com 108,6 pontos, que no ano passado ocupava a segunda posição. Ela é seguida de Zurique e Genebra, ambas na Suíça. Entre as cidades latino-americanas, San Juan, em Porto Rico, segue sendo a melhor colocada, no 72º lugar, seguida de Montevidéu (79º lugar), Buenos Aires (80º), e Santiago (89º). China e África do Sul também têm cidades melhor avaliadas do que as brasileiras. A Cidade do Cabo ocupa a 87ª posição, seguida de Port Elizabeth, outra sul-africana, em 93º lugar. A chinesa Xangai está em 98º, enquanto Pequim aparece em 113º. Critérios O levantamento de qualidade de vida em mais de 200 cidades do mundo é feito para fornecer a governos e grandes empresas informações que vão ajudar a determinar remunerações para funcionários que forem transferidos para outros países. A Mercer leva em conta 39 critérios para medir qualidade de vida em uma cidade, entre eles o ambiente político e social, o ambiente econômico, o ambiente sociocultural, recreação, bens de consumo, habitação, saúde e saneamento, educação, serviços públicos, transportes e clima. A cidade-padrão para a comparação é Nova York, que sempre é cotada com cem pontos. Este ano, a cidade está na 49ª posição do ranking. Bagdá, no Iraque, permanece no último lugar, com 14,4 pontos.

Cresce preocupação global com gripe suína; mortos passam de 100

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Governos de todo o mundo se mobilizam na segunda-feira para tentar conter uma possível pandemia de gripe, causada por um vírus que já matou 103 pessoas no México e chegou aos EUA e talvez até à Oceania. O dólar, o peso mexicano, as Bolsas asiáticas e o petróleo se desvalorizaram devido às preocupações com a gripe. A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu ativar a sua "sala de guerra", um centro de comando que funciona 24 horas por dia. Não foram verificadas mortes fora do México, mas já houve 20 casos identificados nos EUA e 6 no Canadá e um na Espanha. Possíveis casos estão sendo verificados até na Europa, em Israel e na Nova Zelândia. Os países reforçaram a vigilância em portos e aeroportos, usando sensores e câmeras térmicas para localizar pessoas com febre. O gabinete japonês realizou uma reunião de emergência na qual decidiu priorizar a produção de uma nova vacina. Autoridades de toda a Ásia tentaram tranqüilizar suas populações, afirmando haver estoques suficientes de medicamentos para enfrentar o surto. A nova cepa mistura vírus humanos, suínos e aviários, e representa o maior risco de uma pandemia (epidemia global) desde o surgimento da gripe aviária, em 1997, que matou centenas de pessoas. Em 1968, uma pandemia da chamada "gripe de Hong Kong" matou cerca de 1 milhão de pessoas no planeta. Os Estados Unidos declararam emergência pública sanitária no domingo. Embora a maioria dos casos fora do México seja relativamente benigna, uma dirigente do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) afirmou que podem ocorrer mortes nos EUA. A OMS declarou que a gripe é uma "emergência de saúde pública de preocupação internacional", capaz de se transformar em pandemia. Um virologista que ajudou a combater os surtos de Sars (síndrome respiratória aguda grave) e gripe aviária em 2003 na Ásia disse que aquele continente pode novamente ser o mais afetado por uma nova pandemia. "Estamos na contagem regressiva para uma pandemia", disse Guan Yi, da Universidade de Hong Kong, que ajudou a apontar a civeta (um mamífero) como origem da Sars. "Acho que a difusão do vírus em humanos possivelmente não possa ser contida em um intervalo curto (...), já há casos em quase todas as regiões. O quadro está mudando a cada momento." Estima-se que uma pandemia poderia causar prejuízos globais de trilhões de dólares, num momento em que o planeta já atravessa sua pior crise econômica em várias décadas. Os investidores da Ásia estão muito cientes dos possíveis prejuízos, tendo visto os efeitos da Sars sobre a economia de Hong Kong e arredores, seis anos atrás, e também a constante preocupação com os casos de gripe aviária nos últimos anos. MÉXICO FECHADO Mas desta vez o epicentro da crise é o México, grande exportador de petróleo, café e bens industriais. Na noite de domingo, o ministro da Saúde, José Angel Córdova, disse que a gripe já havia matado 103 pessoas, e que cerca de 400 haviam sido hospitalizadas. A boa notícia é que a maioria dos pacientes tem se recuperado. As escolas de vários Estados mexicanos continuam fechadas nesta semana, e a capital do país, uma das maiores metrópoles do mundo, praticamente parou. Bares, museus e estádios deixaram de funcionar, e muitos escritórios dispensaram seus funcionários. Muita gente preferiu passar o fim de semana em casa, ou saiu com as máscaras cirúrgicas azuis distribuídas por soldados em caminhões. As ruas permaneceram estranhamente pacatas, e o governo cogita suspender o transporte público. "A ideia de passar dez dias em casa com duas crianças pequenas, sem bares, sem museus, não tem nada de atraente, então vou para San Diego", disse a norte-americana C.R. Hibbs, que vive no México. A redução do consumo em lojas e restaurantes nesta semana deve afetar ainda mais a economia do México, que já enfrenta os efeitos da crise econômica e de uma guerra entre cartéis de drogas. O prefeito da capital, Marcelo Ebard, disse que a situação excepcional na cidade pode durar dez dias. Bem longe dali, no balneário de Acapulco, centenas de boates estão fechadas. A Feria de San Marcos, um dos principais eventos anuais do país, na cidade de Aguascalientes (centro), também foi cancelada, para frustração dos fãs desse evento com muita tourada, bebida e música. No fim de semana, as igrejas não abriram suas portas, e os fiéis tiveram de se contentar com missas celebradas pelo rádio e pela TV. Batismos e crismas foram cancelados, e a Igreja cogita remarcar casamentos. O ministro das Finanças, Agustín Carstens, disse que o impacto da gripe será "transitório", mas o peso, já enfraquecido devido à crise, caiu 3 por cento no pregão eletrônico de domingo à noite. A gripe é caracterizada por febre repentina, dores musculares, dor de garganta e tosse seca. As vítimas da nova cepa também têm sofrido vômitos e diarreia.

França e Nova Zelândia investigam suspeitas de infecção por gripe suína

A França e a Nova Zelândia anunciaram neste domingo (26) que estão investigando casos de suspeita de gripe suína, que já atingiu Estados Unidos e México, onde a doença pode ter matado cerca de 80 pessoas --há 20 mortes confirmadas.Turistas usam máscaras na Cidade do México, para se proteger contra a gripe
Na Nova Zelândia, um grupo de dez estudantes pode ter contraído a gripe durante uma viagem ao México. O ministro da Saúde do país, Tony Ryall, afirmou que não há casos confirmados, mas exames preliminares detectaram a presença de um vírus da gripe que contém a cepa H1N1 --uma variação desse vírus é apontado como o causador da doença. De acordo com Ryall, nenhum dos estudantes está gravemente doente e, aparentemente, todos estão se recuperando. Os dez suspeitos de estarem com gripe suína fazem parte do grupo de 25 universitários e três professores que ontem foram colocados em quarentena assim que chegaram à Nova Zelândia. O grupo, que chegou do México, foi isolado porque 13 de seus integrantes apresentaram sintomas similares aos da gripe durante a viagem de volta. Como medida de precaução, todos foram submetidos a exames. Já a França examina dois casos suspeitos de gripe suína, em pessoas que viajaram ao México. O diretor-geral de Saúde, Didier Houssin, não deu detalhes sobre a suspeita, mas afirmou que, dado o tráfego de pessoas entre França e México, "não vão faltar outros casos". As autoridades do país criaram um centro de crise do ministério da Saúde para acompanhar a situação no México e seus possíveis reflexos na França. O Instituto Nacional de Vigilância Sanitária criou um mecanismo de alerta para detectar e verificar suspeitas de infecção. Na Ásia, que sofreu com a epidemia de epidemia de Sras (Síndrome Respiratória Aguda Severa) em 2003, países estão em alerta neste domingo. O Japão reforçou o controle nos aeroportos para passageiros vindos do méxico e a China estuda implementar medidas de inspeção e quarentena para prevenir a disseminação da doença. Aulas suspensas Em razão do surto da gripe suína, os colégios da Cidade do México ficarão fechados até 6 de maio. A medida afeta cerca de 7,5 milhões de estudantes e 420 mil professores distribuídos em 30 mil escolas. Até o momento, a doença deixou 20 mortos no país, embora o número de mortes suspeitas chegue cerca de 80 e o de pessoas hospitalizadas com sintomas some mais de 1.300. O ministro do Trabalho, Javier Lozano, recomendou aos empresários avisar à secretaria (ministério) de Saúde caso algum trabalhador apresente sintomas. Além disso, pediu que mantenham serviços higiênicos adequados. Lozano ainda solicitou aos empresários "flexibilidade" em relação aos trabalhadores que não tenham com quem deixar seus filhos.
O governo mexicano também decretou estado de emergência para combater a doença. O decreto prevê que funcionários do governo poderão entrar em qualquer imóvel público ou privado do país como parte das medidas estipuladas para fazer frente ao surto de gripe. Sem missa O arcebispado da Cidade do México anunciou a suspensão a partir deste domingo, de todas as missas na capital mexicana. "Estão suspensas todas as missas até novo aviso em todas as paróquias e capelas da cidade", afirmou à emissora Rádio Centro o responsável pela área de Rádio e Televisão do arcebispado, José de Jesús Aguilar.
Segundo Aguilar, a medida foi resultado de um acordo entre o cardeal Norberto Rivera e a Secretaria (Ministério) de Saúde. A decisão, explicou, não significa o fechamento das igrejas caso algum fiel queira ir rezar. Nova York suspeita Nos Estados Unidos, por enquanto, foram confirmados sete casos na Califórnia, dois no Texas e dois no Kansas. Mas os olhos estão voltados para Nova York, a cidade mais populosa do país e onde existe a probabilidade de que haja um foco entre alunos do centro de ensino médio San Francis, no Queens. Na sexta-feira, 75 estudantes do colégios, alguns dos quais tinha viajado ao México recentemente, começaram a sofrer enjoos, náuseas, febre e dores. Após submetê-los a um exaustivo exame médico, o Comissário de Saúde de Nova York, Thomas Frieden, disse ontem em entrevista coletiva que o exame de oito deles tinha dado positivo para o vírus da gripe tipo A, o mesmo da gripe suína. Os resultados definitivos devem sair hoje. A cidade, segundo os especialistas em saúde, é uma cidade especialmente propícia para a propagação de epidemias por causa de seus sistemas de transporte maciços e aglomerações em ruas e espaços públicos, como teatros, estações, e museus. Sintomas Os sintomas da gripe suína, um variante da tradicional cepa H1N1 que sofreu mutação dos porcos para os humanos, são febre superior a 39ºC, que se apresenta de maneira repentina, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e de articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal. Recomenda-se a utilização de máscara, não cumprimentar com a mão nem com beijo e evitar as aglomerações de pessoas.
Fonte: da Folha online

Família de brasileiros é impedida de entrar na Espanha




BRASÍLIA - A família de Márcio Menezes, que foi detida no aeroporto em Madri com outros 20 brasileiros, voltará ao País em voo marcado para as 16h (horário de Brasília). Acompanhado da mulher, cunhada e filho de quatro anos, Márcio tinha destino para a cidade espanhola de Barcelona para passar férias. "Estou sendo tratado como um delinquente", diz brasileiro detido na Espanha Segundo o Ministério de Relações Exteriores, as autoridades espanholas informaram que faltava, na documentação de alguns brasileiros, uma carta-convite redigida pela polícia espanhola recomendando a entrada dos brasileiros. Entretanto, o órgão brasileiro ainda não tem informações sobre quantos estariam nestas condições e quantos teriam que retornar ao Brasil. Ao falar na manhã deste sábado, Márcio afirmou acreditar que poderia continuar a viagem apesar da receptação pouco amistosa. Segundo ele, cerca de 20 pessoas aguardavam um posicionamento do departameto de imigração local, em uma sala de 50 m² onde foi servida apenas uma refeição. "Somos tratados como delinquentes", avaliou o técnico em informática, que já foi à Europa outras vezes. A assessoria do Ministério das Relações Exteriores no Brasil informou que os brasileiros foram entrevistados por autoridades locais neste sábado, mas não tem informações sobre a decisão de inadmitir os brasileiros. De acordo com a assessoria do órgão brasileiro, o procedimento espanhol é explicado pelo fato de o aeroporto em Madri ser uma das portas de entrada para a União Européia. Somadas às leis espanholas para imigrantes e turistas, as regras tornam a admissão ainda mais difícil. A espera, que pode chegar a mais de 24 horas, para averiguação da documentação necessária também seria uma situação natural. No caso da família brasileira, a decisão levou cerca de dez horas. Em janeiro deste ano, oito de um grupo de cerca de 20 brasileiros foram deportados depois de longa espera no aeroporto em Madri. Ao chegarem ao Brasil, o grupo também relatou maus tratos em solo espanhol.
Observação pessoal: É horrível pessoal! Já aconteceu isso comigo! Nunca me senti tão mal em toda a minha vida!










BOSTON (Reuters) - A Oracle planeja entrar no mercado de hardware ao adquirir a Sun Microsystems por mais de 7 bilhões de dólares. A empresa decidiu entrar na disputa pela companhia depois que as negociações entre a Sun e a IBM fracassaram. O anúncio, nesta segunda-feira, surpreendeu muitos observadores da Oracle, que acreditam que a empresa pode reforçar a lucratividade dos negócios de software da Sun, mas não estão certos de que seria possível obter sucesso equivalente com a divisão de hardware da empresa, que enfrenta forte concorrência da IBM, Hewlett-Packard (HP), Dell e a Cisco Systems, que acaba de ingressar no mercado de hardware. Celular da Pilotfish aposta em edição de música HELSINQUE (Reuters) - A companhia de design Pilotfish anunciou nesta segunda-feira planos de fabricar um modelo avançado de celular de música, na expectativa de atender a demanda ainda não experimentada por edição de música. A Pilotfish divulgou que sua ideia --que vai chegar ao mercado em alguns anos-- vai possibilitar uma boa qualidade de gravação de três faixas de som separadas e possibilitar que usuário edite a música através de movimentos físicos de torção e dobra do aparelho. CEO da Microsoft se diz "muito surpreso" com acordo Oracle-Sun MOSCOU (Reuters) - O presidente-executivo da Microsoft disse nesta segunda-feira que está "muito surpreso" com os planos da Oracle de comprar a Sun Microsystems. "Eu só ouvi falar sobre isto... Eu preciso pensar a respeito. Estou muito surpreso", disse Steve Ballmer à Reuters em Moscou. Unidade da Samsung vê expansão forte em celulares inteligentes SEUL (Reuters) - A Samsung Mobile Display, unidade de telas para celulares da Samsung Electronics, anunciou no domingo que o mercado mundial de celulares inteligentes deve crescer para 500 milhões de unidades em 2012, ante os 170 milhões de 2009. Apesar da desaceleração nas economias mundiais e da queda das vendas do mercado de telefonia móvel em geral, as vendas dos celulares inteligentes dotados de amplos recursos, como o iPhone ou o BlackBerry, continuam a crescer. Ações da Toshiba caem com notícias de captação de recursos TÓQUIO (Reuters) - As ações da Toshiba Corp caíram 6 por cento nesta segunda-feira, depois que surgiram reportagens de que a empresa levantaria 5 bilhões de dólares em capital a fim de escorar um balanço abalado por pesados prejuízos no mercado de chips. A arrecadação de fundos incluirá 300 bilhões de ienes (3 bilhões de dólares) em novas ações, informou a mídia japonesa no final de semana, diluindo o valor das ações existentes em cerca de 30 por cento, ao preço de 312 ienes que vigorava na segunda-feira. Jogadores de videogames mostram sinais de vício, diz estudo NOVA YORK (Reuters) - Cerca de 1 em cada 10 jogadores de videogames mostram sinais de vício que podem ter efeitos negativos sobre a família, amigos e desempenho escolar, afirma pesquisa divulgada nos Estados Unidos. Pesquisadores da universidade estadual de Iowa e do Instituto Nacional de Mídia e Família descobriram que alguns jogadores mostram pelo menos seis sintomas de vício apresentados também por viciados em jogos de azar, como mentir para família e amigos sobre o tempo que passam jogando. Eles também usam os jogos eletrônicos para fugir de seus problemas e tornam-se irritados quando deixam de jogar. ANÁLISE-Com Intelig, TIM reduz custos e amplia poder de fogo SÃO PAULO (Reuters) - A compra da Intelig pela TIM Participações, anunciada na noite de quinta-feira, foi vista positivamente por analistas porque permitirá à operadora reduzir custos de aluguel de circuitos e ainda se fortalecer em segmentos como a longa distância e o mercado corporativo. O negócio era alvo de rumores desde o final do ano passado e a negociação foi confirmada pela empresa no início deste ano. A compra não envolve pagamento em dinheiro, já que a TIM vai transferir à Docas Investimentos e suas holdings até 6,15 por cento das ações ordinárias e preferenciais da companhia. Oracle comprará Sun Microsystems em operação de US$7 bi NOVA YORK (Reuters) - A Oracle anunciou nesta segunda-feira que comprará a Sun Microsystems por 9,50 dólares por ação, numa operação que avalia a fabricante de servidores de alta potência em mais de 7 bilhões de dólares. O anúncio surpreendente feito pelas empresas acontece depois que as negociações entre IBM e a Sun fracassaram mais cedo neste mês. Fontes próximas do assunto afirmaram que a Sun recusou oferta de 9,40 dólares por ação feita pela IBM. Telefônica dá desconto de 12 horas a clientes do Speedy por pane SÃO PAULO (Reuters) - A Telefônica informou nesta sexta-feira que vai conceder um desconto em valor equivalente a 12 horas de serviço aos seus clientes do serviço de banda larga Speedy no Estado de São Paulo na próxima fatura. compensação O desconto é uma compensanção pelos problemas na navegação registrados na rede da operadora entre os dias 6 e 8 de abril. Anatel cobra mais qualidade das operadoras de celular SÃO PAULO (Reuters) - Em reunião com os presidentes de operadoras nesta sexta-feira, o órgão regulador do setor de telecomunicações brasileiro exigiu mais qualidade do serviço de telefonia celular. O Sistema de Coleta de Informações (SICI) da Anatel detectou, em março deste ano, 1.352 interrupções no serviço, número 35 por cento maior que em janeiro de 2007, quando elas foram de 998 casos.

Melhoramentos é comprada por empresa chilena por R$ 120 mi




A empresa chilena Compañía Manufacturera de Papeles y Cartones (CMPC) comprou por R$ 120 milhões a Melhoramentos Papéis Ltda., informaram nesta segunda-feira fontes empresariais. A venda foi anunciada pela Melhoramentos de São Paulo, controladora da Melhoramentos Papéis Ltda., em comunicado enviado à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). De acordo com a nota, a venda do controle da empresa brasileira depende apenas da aprovação das autoridades reguladoras dos países. O preço, acrescenta o comunicado, ainda depende dos ajustes finais, e não inclui as dívidas da empresa. A companhia brasileira passará ao controle da CMPC Brasil, a subsidiária da chilena no País. A CMPC é uma das principais empresas florestais e fabricantes de papel no Chile, controlada pelo grupo Matte e que tem presença em outros sete países da América Latina. Segundo a Companhia Melhoramentos de São Paulo, a venda da subsidiária é fruto de um processo de reorganização das atividades do grupo que "recomendou a venda da unidade de negócios de papéis".

Papel feito de fezes ajuda a combater a crise na Austráliahttp://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3713657-EI294,00-Papel+feito+de+fezes+de+mar


São Paulo -- As fezes dos wombats - um marsupial parente do coala e que só existe na Austrália - estão ajudando uma cidade industrial a combater os efeitos da crise global financeira. A cidade, Burnie, no noroeste da Tasmânia, testemunhou o fechamento de vários postos de emprego, mas uma atividade local vai muito bem: a produção e venda do papel feito das fezes do animal e que se tornou um sucesso entre os turistas da área. Nos últimos anos, a empresa Creative Paper vinha experimentando com papel feito a base de fezes de cangurus, mas sua popularidade foi ofuscada pelos produtos dos wombats - bichinhos peludos e gordinhos, um dos símbolos do país. O gerente da Creative Paper, Darren Simpson, disse que o processo de manufatura pode ser bem desagradável. "Quando estamos fervendo (as fezes), o cheiro é horrível, mas uma vez esterilizado e lavado propriamente, não sobra nenhum odor. Se tem qualquer cheiro, é um agradável cheiro orgânico", disse ele. Ele acrescentou que foram os próprios turistas que sugeriram o uso das fezes dos wombats. "Quando as pessoas vinham aqui e nós mostrávamos a elas as amostras de nossos papéis, elas faziam perguntas como: 'você pode fazer o papel com fezes de coalas ou ovelhas?'. E o bicho que mais aparecia nas perguntas era o wombat." Todo o papel é feito das fezes de apenas um wombat, chamado Nugget, que vive em um parque de vida selvagem perto de Cradle Mountain, um dos destinos turísticos mais populares da Tasmânia. Todos os dias, as fezes de Nugget são coletadas e enviadas para a fábrica. Os wombats são herbívoros e sua dieta cheia de fibras alimentares torna suas fezes ideais para fabricar um dos papéis mais incomuns da Austrália

Tiradentes: Triste Sina


Opinião:
Os acontecimentos históricos já não merecem registros. Passam como meros feriados. Longos dias de descanso. Nada mais. Nenhuma reflexão. Já não importam. Criou-se uma cultura da indiferença. A massa de informações e a massiva presença de notícias vindas de todas as partes relegam o passado ao mero esquecimento. Não é bom. As experiências de ontem podem ser úteis nos dias contemporâneos. Vive-se o grande feriado de 21 de Abril, data comemorativa da morte de José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, um simples alferes. Uma figura popular emblemática. Vivia sua existência pacata lá pelas terras das Gerais. Nunca foi promovido. Ao contrário, preterido por quatro vezes em sua intenção de subir na carreira militar. Extraía ou renovava dentes. Elaborava próteses com dentes de ossos ou de madeira. Não era um desclassificado. Não pertencia, contudo, a elite da colônia. Envolveu-se, porém, com figuras relevantes e notáveis das Minas Gerais. Um grupo de intelectuais refinados. Possuíam bibliotecas de qualidade. Debatiam acontecimentos longínquos. Conheciam a Revolução Americana. Desejavam tê-la como parâmetro. A liberdade era objetivo comum. Ainda que suportada na visão da conquista de uma anistia geral. O quinto do ouro sufocava os ricos. Estes imaginavam a possibilidade de se verem livres do pesado tributo. Os filhos, vindos de estudos em Coimbra e Londres, divulgavam as excelências da revolução industrial. Todos divagavam. Nas minas, aonde a extração do ouro ia ao esgotamento, escravos padeciam situações desumanas. O futuro destino desta mão-de-obra era debatido. A liberdade, objeto de pregação, não poderia levar a desordem social? Indagavam os inconfidentes. Não atingiam o consenso. Dividiam-se. A intelectualidade perdia-se em divagações. Tiradentes, personagem popular, percorria as estradas entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro. Divulgava o movimento. Aproveitava-se do descontentamento existente entre os comerciantes cariocas. A metrópole determinara o recolhimento de teares a Lisboa. A industrialização sofria vedação absoluta. Aos nativos apenas a permissão de comerciar bens permitidos pela coroa portuguesa. Avançava a pregação do alferes. Os intelectuais dialogavam em suas casas bem situadas. Aconteceu o esperado. A coroa tomou conhecimento da rebeldia de seus súditos. São presos. Todos levados para o Rio de Janeiro. Começava o grande processo. Afinal, o julgamento. Alguns enviados ao exílio na África. Uns poucos absolvidos. Na prisão, a morte estranha de um inconfidente. A pena de morte é aplicada. A vítima o mais simples dos inconfidentes. Tiradentes é condenado à forca. Morte com indignidade. O seu corpo esquartejado. Sua casa - alugada - destruída e o terreno salgado. O episódio lembra tantos outros de nossa História. Até os mais recentes. Os intelectuais exilados. Os outros confinados em prisões, torturados e mortos muitas vezes. Sem qualquer perdão. Tiradentes, esquecido durante todo o período monárquico, começou a ser lembrado e exaltado após a proclamação da República e muito intensamente durante o Estado Novo. São os paradoxos da História. Uma personagem da liberdade objeto de veneração em plena ditadura de 1937. Compreende-se. O Estado Novo foi período nacionalista. O herói buscou a soberania para os brasileiros. Quando pormenores da Inconfidência Mineira são recordados, cenas exemplares saltam aos olhos. Tiradentes, no momento derradeiro, beijou os pés do carrasco. Símbolo de perdão concedido. O carrasco retribuiu. O condenado não morreu ao ser lançado ao espaço com a corda ao pescoço. O algoz não titubeou. Jogou-se às costas do condenado. Esta imagem derradeira do sacrifício de Tiradentes é exemplar. Marca todo o percurso do próprio povo brasileiro. Sempre há alguém a se lançar às costas dos desvalidos. Triste sina. Cláudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador. Fonte: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3712631-EI8421,00-Triste+sina.html

Bank of America no azul!


Bank of America surpreende e lucra US$ 4,2 bi no primeiro trimestre O Bank of America anunciou nesta segunda-feira um lucro líquido de US$ 4,2 bilhões no primeiro trimestre do ano, quase triplicando seus resultados do mesmo período do ano anterior --quando o lucro foi de US$ 1,2 bilhão. O ganho do banco por ação foi de US$ 0,44 --o que surpreendeu os analistas, que previam um ganho de apenas US$ 0,04 por ação. No quarto trimestre do ano passado o banco registrou um prejuízo de US$ 1,7 bilhão. A receita do Bank of America entre janeiro e março ficou em US$ 36 bilhões. O banco fez ainda um acréscimo de US$ 6,4 bilhões a suas provisões para arcar com perdas ligadas a inadimplência. "O fato de termos conseguido registrar resultados sólidos, positivos para o trimestre é extremamente bem-vindo no atual ambiente", disse o presidente e executivo-chefe do banco, Kenneth Lewis, em um comunicado. "Isso mostra a força de nosso modelos diversificado de negócios (...) Entretanto, entendemos que continuamos frente a desafios extremamente difíceis, principalmente devido à queda na qualidade do crédito, causada pela fraqueza na economia e pelo aumento no desemprego", disse Lewis na nota. Balanços positivos O setor bancário americano vem apresentando desempenho positivo referente ao primeiro trimestre. Os resultados já divulgados por algumas instituições agradaram o mercado financeiro. O lucro do JPMorgan Chase ficou em US$ 2,14 bilhões (US$ 0,40 por ação) no primeiro trimestre deste ano, 10% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, superando as previsões dos analistas, de ganho de US$ 0,32 por ação. A receita do banco bateu recorde e chegou a US$ 26,9 bilhões. Já o Goldman Sachs teve lucro líquido de US$ 1,66 bilhão no primeiro trimestre (US$ 3,39 por ação), ante US$ 1,47 bilhão em idêntico período de 2008 --superando com folga a previsão de ganho de US$ 1,64 por ação, feita por analistas. O Citigroup, um dos mais atingidos pela crise, teve um lucro de US$ 1,59 bilhão, contra o prejuízo de US$ 5,11 bilhões no mesmo trimestre do ano passado. Trata-se do primeiro resultado positivo da instituição em 18 meses --o banco, no entanto, informou que, apesar do lucro líquido no período, teve uma perda de US$ 0,18 por ação devido a um encargo de US$ 0,24 devido à revisão de preços de suas ações. Fonte: Folha de S. Paulo

Ahmadinejad acusa Israel de racismo e causa polêmica em conferência


Genebra, Suíça (EFE) - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, foi o grande protagonista, hoje, do primeiro dia da conferência da ONU sobre o racismo, marcada pelo boicote de Estados Unidos, Israel e de outros sete países.
No discurso, o líder iraniano denunciou o "racismo" israelense e a cumplicidade ocidental para com o país.
Em meio a protestos de grupos judeus e de dissidentes iranianos deslocados a Genebra, Ahmadinejad condenou a atual ordem política mundial, incluindo o direito de veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Além disso, criticou as intervenções no Iraque e Afeganistão e a política israelense para com os palestinos. As acusações do presidente iraniano ao "regime racista" de Israel provocaram a imediata saída da sala de conferências dos embaixadores europeus. No entanto, no discurso Ahmadinejad não defendeu a destruição do Estado judeu nem negou o Holocausto, e limitou-se a fazer denúncias de políticas concretas. Apesar disso, em uma parte do discurso, afirmou que "o sionismo mundial está na origem do racismo". O pronunciamento do presidente iraniano foi interrompido o tempo todo por gritos e vaias de grupos de organizações judaicas e dissidentes iranianos. Ao deixar a sala, os embaixadores da União Europeia (UE) apoiavam a posição de Estados Unidos, Israel, Austrália, Canadá, Itália, Holanda, Polônia, Nova Zelândia, e Alemanha, que decidiram não participar da conferência por considerarem que se transformaria em um fórum antissionista. "Nós, como os outros embaixadores, seguimos a orientação da Presidência (tcheca) da União, que era que, no momento que ouvíssemos comentários não aceitáveis para a Europa, abandonássemos a sala", afirmou à Agência Efe o embaixador espanhol perante a ONU, Javier Garrigues. "O presidente falou de um Estado racista (em referência a Israel) e, por isso, saímos", acrescentou. O diplomata esclareceu, no entanto, que o gesto não quer dizer que a UE deixará a conferência. O gesto dos europeus foi recebido com aplausos e gritos por uma grande delegação de participantes judeus que gritavam "vergonha" e "pare com o racismo". O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon - que esta manhã, ao abrir a conferência, criticou os países que boicotaram o evento por considerar que o texto de consenso preparado é muito equilibrado-, emitiu uma declaração após o discurso de Ahmadinejad para lamentar que tivesse equiparado o sionismo com o racismo. "Rejeito o uso que o presidente iraniano fez desta plataforma para acusar, dividir e inclusive incitar", afirmou Ban na nota. Ele acrescentou que, na reunião que manteve com o presidente iraniano esta manhã, fora da conferência, "lembrei que a Assembleia Geral da ONU adotou resoluções para eliminar a equiparação de sionismo com racismo e reafirmar os fatos históricos do Holocausto". Ban Ki-moon e a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, lamentaram a ausência dos Estados Unidos e dos outros oito países. Ambos reconheceram que, para alcançar a minuta de documento da conferência, os países islâmicos fizeram concessões nas exigências ao Ocidente. Pillay chegou a agradecer a "generosa" posição dos palestinos por terem aceitado a eliminação de um parágrafo sobre a ofensiva na Faixa de Gaza. O documento inclui, no entanto, uma referência ao Holocausto cometido pelos nazistas e o apelo a que o fato não seja esquecido. Em entrevista coletiva após o discurso, Ahmadinejad expressou a intenção de iniciar um diálogo com os Estados Unidos sobre a base da "justiça" e do "respeito mútuo", e disse esperar as mudanças na política externa anunciadas pelo novo presidente, Barack Obama. Ahmadinejad, que entrou no local escoltado por seguranças para escapar dos ativistas judeus e iranianos que gritavam à porta da sala de imprensa, reiterou o pedido de que a ordem política internacional seja modificado, incluindo a supressão do direito de veto. "É injusto que cinco países tenham o direito de anular as decisões dos outros, que sejam os advogados, os juízes e os executores de suas ordens e sempre em seu próprio interesse", assegurou. E acrescentou que o poder de veto "não ajudou em nada a resolver os problemas em Líbano, Gaza, Iraque, Afeganistão e nos conflitos africanos". EFE

Países do G8 admitem fracasso na batalha contra a fome


CISON DI VALMARINO, Itália (AFP) — Os ministros da Agricultura do G8 concluíram nesta segunda-feira sua reunião sobre a crise alimentar ressaltando sua importância política, mas sem que o encontro tenha gerado soluções concretas para o combate à fome no mundo. Em sua declaração final, os ministros do G8 (Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Japão, França, Canadá, Grã-Bretanha e Itália) reconheceram que o objetivo de diminuir pela metade o número de desnutridos até 2015, contido na Declaração do Milênio, estava "muito longe" de ser atingido. Segundo a agência da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o número de pessoas desnutridas se aproxima de um bilhão. Uma situação que a crise econômica poderá agravar ainda mais, fragilizando os países em desenvolvimento e levando a uma diminuição dos investimentos. Os ministros indicaram então que "mais deveria ser feito para aumentar a quantidade da produção agrícola" com o objetivo de alimentar o planeta e ressaltaram "a importância do aumento dos investimentos públicos e privados" na agricultura, mas sem objetivos precisos. Em relação à questão da especulação, uma das causas do grande aumento dos preços que desencadeou protestos em diversos países no ano passado, e tema-chave para França e Itália, a declaração permanece vaga. "Deveria haver uma vigilância e uma análise suplementar dos fatores que afetam potencialmente a volatilidade dos preços nos mercados de matérias primas, incluindo a especulação", declararam os ministros. Os ministros também pediram às instituições internationais que "examinem a possibilidade de um sistema de estoque" de gêneros alimentícios, como meio de enfrentar uma "urgência humanitária" ou de "limitar a volatilidade dos preços". Apesar do compromisso, algumas delegações, como os Estados Unidos, veem com maus olhos um excesso de regulação. A declaração desse primeiro G8 da Agricultura, realizado a pedido dos chefes de Estado e de Governo do G8, será submetida a eles para que seja abordada na cúpula de julho na Sardenha. Essa reunião parece ter tido então, em primeiro lugar, uma importância política por abrir um novo espaço para uma concertação voltada para a agricultura. "Estamos realmente muito satisfeitos com a declaração", indicaram membros da delegação francesa. "Não são as palavras que são importantes, e sim a própria realização da reunião". A declaração final não foi ampliada aos países do G5 (Brasil, China, Índia, México e África do Sul), limitando-se a Argentina, Austrália e Egito, que participaram dos debates. O diretor geral da FAO, Jacques Diouf, que havia pedido "ações concretas", declarou-se "satisfeito pelo fato de termos conseguido reunir tanto altos funcionários da agricultura mundial (...) para atrair a atenção internacional para mostrar que não deixamos a crise alimentar". Para a ONG Oxfam, essa reunião foi um fracasso: os ministros do G8 mostraram "uma admissão extraordinária do fracasso coletivo. O G8 traiu um bilhão de pessoas que sofrem com a fome no mundo", denunciou Chris Leather.
Redução de desnutridos até 2015 está 'muito longe', diz texto final. Declaração final ainda é vaga sobre especulação. Os ministros da Agricultura do G8 concluíram nesta segunda-feira (20) reunião sobre a crise alimentar ressaltando sua importância política, mas sem que o encontro tenha gerado soluções concretas para o combate à fome no mundo. Em sua declaração final, os ministros do G8 (Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Japão, França, Canadá, Grã-Bretanha e Itália) reconheceram que o objetivo de diminuir pela metade o número de desnutridos até 2015, contido na Declaração do Milênio, estava "muito longe" de ser atingido. Segundo a agência da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o número de pessoas desnutridas se aproxima de um bilhão. Uma situação que a crise econômica poderá agravar ainda mais, fragilizando os países em desenvolvimento e levando a uma diminuição dos investimentos. Aumento da produção agrícola Os ministros indicaram que "mais deveria ser feito para aumentar a quantidade da produção agrícola" com o objetivo de alimentar o planeta e ressaltaram "a importância do aumento dos investimentos públicos e privados" na agricultura, mas sem objetivos precisos. Em relação à questão da especulação, uma das causas do grande aumento dos preços que desencadeou protestos em diversos países no ano passado, e tema-chave para França e Itália, a declaração permanece vaga. "Deveria haver uma vigilância e uma análise suplementar dos fatores que afetam potencialmente a volatilidade dos preços nos mercados de matérias primas, incluindo a especulação", declararam os ministros. Os ministros também pediram às instituições internationais que "examinem a possibilidade de um sistema de estoque" de gêneros alimentícios, como meio de enfrentar uma "urgência humanitária" ou de "limitar a volatilidade dos preços". Apesar do compromisso, algumas delegações, como os Estados Unidos, veem com maus olhos um excesso de regulação. Nova cúpula (New summit) A declaração desse primeiro G8 da Agricultura, realizado a pedido dos chefes de Estado e de Governo do G8, será submetida a eles para que seja abordada na cúpula de julho na Sardenha. Essa reunião parece ter tido então, em primeiro lugar, uma importância política por abrir um novo espaço para uma concertação voltada para a agricultura. "Estamos realmente muito satisfeitos com a declaração", indicaram membros da delegação francesa. "Não são as palavras que são importantes, e sim a própria realização da reunião". A declaração final não foi ampliada aos países do G5 (Brasil, China, Índia, México e África do Sul), limitando-se a Argentina, Austrália e Egito, que participaram dos debates. Ações concretas O diretor geral da FAO, Jacques Diouf, que havia pedido "ações concretas", declarou-se "satisfeito pelo fato de termos conseguido reunir tanto altos funcionários da agricultura mundial (...) para atrair a atenção internacional para mostrar que não deixamos a crise alimentar". Para a ONG Oxfam, essa reunião foi um fracasso: os ministros do G8 mostraram "uma admissão extraordinária do fracasso coletivo. O G8 traiu um bilhão de pessoas que sofrem com a fome no mundo", denunciou Chris Leather.

G8 admite perder batalha contra a fome

Os ministros da Agricultura do G8 concluíram nesta segunda-feira (20) reunião sobre a crise alimentar ressaltando sua importância política, mas sem que o encontro tenha gerado soluções concretas para o combate à fome no mundo. Em sua declaração final, os ministros do G8 (Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Japão, França, Canadá, Grã-Bretanha e Itália) reconheceram que o objetivo de diminuir pela metade o número de desnutridos até 2015, contido na Declaração do Milênio, estava "muito longe" de ser atingido. Segundo a agência da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o número de pessoas desnutridas se aproxima de um bilhão. Uma situação que a crise econômica poderá agravar ainda mais, fragilizando os países em desenvolvimento e levando a uma diminuição dos investimentos. Aumento da produção agrícola Os ministros indicaram que "mais deveria ser feito para aumentar a quantidade da produção agrícola" com o objetivo de alimentar o planeta e ressaltaram "a importância do aumento dos investimentos públicos e privados" na agricultura, mas sem objetivos precisos. Em relação à questão da especulação, uma das causas do grande aumento dos preços que desencadeou protestos em diversos países no ano passado, e tema-chave para França e Itália, a declaração permanece vaga. "Deveria haver uma vigilância e uma análise suplementar dos fatores que afetam potencialmente a volatilidade dos preços nos mercados de matérias primas, incluindo a especulação", declararam os ministros. Os ministros também pediram às instituições internationais que "examinem a possibilidade de um sistema de estoque" de gêneros alimentícios, como meio de enfrentar uma "urgência humanitária" ou de "limitar a volatilidade dos preços". Apesar do compromisso, algumas delegações, como os Estados Unidos, veem com maus olhos um excesso de regulação. Nova cúpula (New summit) A declaração desse primeiro G8 da Agricultura, realizado a pedido dos chefes de Estado e de Governo do G8, será submetida a eles para que seja abordada na cúpula de julho na Sardenha. Essa reunião parece ter tido então, em primeiro lugar, uma importância política por abrir um novo espaço para uma concertação voltada para a agricultura. "Estamos realmente muito satisfeitos com a declaração", indicaram membros da delegação francesa. "Não são as palavras que são importantes, e sim a própria realização da reunião". A declaração final não foi ampliada aos países do G5 (Brasil, China, Índia, México e África do Sul), limitando-se a Argentina, Austrália e Egito, que participaram dos debates. Ações concretas O diretor geral da FAO, Jacques Diouf, que havia pedido "ações concretas", declarou-se "satisfeito pelo fato de termos conseguido reunir tanto altos funcionários da agricultura mundial (...) para atrair a atenção internacional para mostrar que não deixamos a crise alimentar". Para a ONG Oxfam, essa reunião foi um fracasso: os ministros do G8 mostraram "uma admissão extraordinária do fracasso coletivo. O G8 traiu um bilhão de pessoas que sofrem com a fome no mundo", denunciou Chris Leather.

Colombia expulsa a un ex primer ministro kosovar buscado por Interpol

El político Agim Ceku había viajado a Bogotá para participar de un congreso sobre desarme

El Departamento Administrativo de Seguridad colombiano ha informado este jueves que expulsó del país al ex primer ministro kosovar Agim Ceku, sobre el que pesa una orden de búsqueda internacional emitida por la oficina de la Interpol en Serbia. Ceku, acusado de cometer crímenes de guerra, había viajado a Bogotá el pasado día 3 para asistir en la ciudad norteña de Cartagena al primer Congreso Internacional de Desarme, Desmovilización y Reintegración, que fue clausurado anoche.
Las autoridades serbias habían solicitado al Gobierno de Álvaro Uribe que arrestase a Ceku. Pero la agencia de inteligencia colombiana se refugió en el orden jurídico local para declinar la petición. El Estado serbio persigue a Ceku, ex comandante de la guerrilla albanokosovar durante 1998 y 1999, al que responsabiliza de perpetrar delitos contra la población de Serbia y otros grupos no albanos.

Colombia no ha precisado cuál es el próximo destino del político y militar de Kosovo. Sin embargo, la agencia Reuters informa que ha hablado con Ceku, que se encuentra en Francia. El ex primer ministro ha confirmado la expulsión de Colombia y alegado que "la orden de arresto es ilegítima". "Estoy realmente sorprendido que alguien haga caso a lo que dice Interpol cuando todo el mundo sabe que Serbia no tiene autoridad sobre los ciudadanos kosovares", ha esgrimido Ceku.

JÁ BEBEU ÁGUA DA TORNEIRA?




O que é o Tap Project? O Tap Project foi concebido em Nova Iorque em 2007 e baseou-se num conceito simples: os restaurantes pediriam aos seus clientes uma doação de 1 dólar ou mais para a água da torneira que geralmente desfrutam gratuitamente, e todos os recursos arrecadados seriam usados para apoiar os esforços da UNICEF para trazer água limpa e fácil a milhões de crianças ao redor do mundo.De apenas 300 restaurantes em Nova Iorque em 2007 para mais de 2.300 a nível nacional em 2008, a TAP tem projeto de se tornar rapidamente um movimento nacional. Restaurantes, empresas, voluntários, agências publicitárias, grupos comunitários, governos locais e convidados já participaram e continuam a participar e salvar vidas de milhões de crianças. Durante a Semana Mundial da Água a partir de 22 a 28 de Março de 2009, o projeto Água Para Todos (Tap Project) recolheu doações e criou consciência sobre programas do UNICEF sobre água e saneamento. Para cada dólar levantado, uma criança pode ter água potável para 40 dias. Todos os fundos angariados apoiaram os esforços da UNICEF para trazer água limpa e de fácil acesso a milhões de crianças ao redor do mundo. O papel da UNICEF A UNICEF já salvou a vida de mais crianças do que qualquer outra organização humanitária, e está empenhada em fazer o necessário para atingir a meta de zero mortes evitáveis. Atualmente, a UNICEF dá acesso a água potável e instalações sanitárias, promovendo simultaneamente a práticas seguras de higiene em mais de 90 países. Em 2015, a meta do Unicef é reduzir o número de pessoas sem água potável e saneamento básico para 50 por cento. A Cidade de São Paulo já se uniu ao projeto! Fonte: UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância)

Relações Internacionais e Jornalismo: dois irmãos unidos


É impressionante o quanto a mídia alardeia sobre as condições de mundo. As ordens mundiais, por exemplo, foram registradas em grau detalhado por um leque de profissionais, principalmente por jornalistas que vivenciaram cada época histórica. E não há como estudar a história se não estudarmos o passado registrado. Registro este que está até hoje conservado nas páginas de um livro didático por intermédio de um comunicador constante e esforçado, como é o caso do profissional do Jornalismo. Segredos políticos, processos históricos, guerras e holocaustos não seriam de forma alguma publicados sem terem inicialmente ganhado um ponta-pé inicial. Quer um exemplo? Caso Watergate: Em 18 de Junho de 1972, o jornal Washington Post noticiava na primeira página o escândalo político ocorrido na década de 1970 nos Estados Unidos da América que, ao vir à tona, acabou por culminar com a renúncia do presidente americano Richard Nixon eleito pelo partido republicano. "Watergate" de certo modo tornou-se um caso paradigmático de corrupção e é claro, de repercurssão mundial. Diariamente, nós, estudantes de Relações Internacionais ouvimos sempre algum professor dando dicas de como aperfeiçoar nosso ego. A primeira dica sempre é: “Olha, leia a jornais. Atualize-se sempre sobre os acontecimentos mundiais!”. E logo recorro-me aos meios de comunicação para obter total êxito naquilo que me fora aconselhado. E realmente obtenho efeito. Afinal, o jornalista apenas me informa para que eu possa compreender tudo dentro da minha perspectiva. O que seria dos profissionais de RI sem o contato constante com a imprensa? De certa forma ou de outra, não acompanharíamos as informações que rodam o mundo e nem sequer faríamos uma análisa crítica dos acontecimentos mundiais. Somos, antes de mais nada, aprendizes. E faz parte do nosso aprendizado uma leitura de mundo... proporcionada pelos jornalistas em geral. Meu nome é Pedro Paulo Filizzola, sou estudante de Relações Internacionais e espero que você pratique o hábito de estar sempre lendo este blog e a veículos de comunicação. Isto fará com que você se profissionalize mais rápido e entenda o por quê de as Relações Internacionais estarem tão interligadas ao Jornalismo. Venha e descubra este mundo multifacetado. Não se esqueça que nosso curso é formado a apartir de várias disciplinas. Daí a importância de associar uma disciplina à outra. Abraços.